Manica, Niassa, Zambézia: três províncias, três tipos de ouro e três maneiras diferentes de o satélite ajudar ou falhar. Este artigo sobre a exploração de ouro em Moçambique junta o quadro legal que consegui confirmar em fontes oficiais, o que se sabe da geologia, e o que as imagens de satélite conseguem e não conseguem ver sob a mata de miombo e na época das chuvas.
Título de pesquisa Licença de Prospecção e Pesquisa
Leitores Titulares, pequenos mineiros, investidores
Língua Português
A exploração de ouro em Moçambique esbarra, quase sempre, em duas perguntas que não se respondem com o mesmo mapa. A primeira é jurídica: a área está livre no Cadastro Mineiro e que título a Lei de Minas deixa pedir? A segunda é geológica: dentro desse polígono há alteração, estrutura e rocha hospedeira que justifiquem pagar trabalho de campo? Na exploração de ouro em Moçambique, quem só responde à primeira acaba com uma licença sobre terreno estéril. Quem só responde à segunda descobre tarde que a área já tem dono.
Experimente: calculadora do imposto sobre a superfície de uma licença →
“Em Moçambique, o direito de preferência ao título pedido é dado pela prioridade da submissão do pedido ao Instituto Nacional de Minas.”
Os prazos, áreas e taxas desta página vêm da Lei n.º 20/2014 e do Regulamento (Decreto n.º 31/2015). Segundo a imprensa oficial moçambicana, a Assembleia da República aprovou em 8 de Maio de 2026 uma nova Lei de Minas, e a análise de um escritório de advogados indica que foi promulgada a 3 de Junho de 2026 como Lei n.º 7/2026. A regulamentação e o texto no Boletim da República não os consegui confirmar. Trate os números abaixo como o regime anterior e valide-os no INAMI ou na Autoridade Reguladora de Minas.
Quem regula a exploração de ouro em Moçambique e que títulos existem
O quadro de base é a Lei de Minas (Lei n.º 20/2014, de 18 de Agosto) e o seu Regulamento, aprovado pelo Decreto n.º 31/2015, alterado depois pelos Decretos n.º 34/2019 e n.º 48/2022. É o Ministro que superintende os recursos minerais quem decide sobre os pedidos. O pedido é entregue ao Instituto Nacional de Minas (INAMI), que o regista e o tramita. Segundo o resumo da Hogan Lovells sobre a lei nova, o INAMI dá lugar à Autoridade Reguladora de Minas, e o relato da AIM sobre a votação acrescenta a proibição de vender minerais não processados e a reserva de áreas para a mineração artesanal e de pequena escala.
Para quem quer fazer exploração de ouro em Moçambique, a pergunta prática é qual dos títulos serve. O Regulamento separa a pesquisa da lavra e deixa a pequena escala num regime próprio. A tabela resume o que lá está escrito.
| Título | Quem o pode ter | Validade | Área máxima | Notas |
|---|---|---|---|---|
| Licença de Prospecção e Pesquisa (outros minerais, incl. ouro) | Pessoa colectiva registada em Moçambique | 5 anos, renovável uma vez por até 3 anos | 19 998 ha | Libertação progressiva de área a partir do fim do 2.º ano |
| Licença de Prospecção e Pesquisa (recursos para construção) | Pessoa colectiva registada em Moçambique | 2 anos, renovável uma vez por igual período | 198 ha | Areia, pedra, argilas de construção |
| Concessão Mineira | Pessoa colectiva registada em Moçambique | 25 anos, prorrogável uma vez por igual período (máximo 50) | Definida no pedido, em unidades cadastrais | Pode ou não nascer de uma licença de pesquisa |
| Certificado Mineiro | Pessoa nacional (singular moçambicana, ou colectiva de capital maioritariamente moçambicano) | 10 anos, prorrogável por períodos iguais | 297 ha (outros recursos) | Pequena escala; para metais preciosos, produção bruta anual até 12 kg |
| Senha Mineira | Mineração artesanal, em áreas designadas | Até 5 anos, prorrogável sucessivamente | 90 ha por área designada | As áreas são declaradas por diploma do Ministro |
Só uma pessoa colectiva constituída e registada em Moçambique pode receber uma Licença de Prospecção e Pesquisa ou uma Concessão Mineira. Um investidor estrangeiro precisa, portanto, de uma sociedade moçambicana, e o Certificado Mineiro exige capital maioritariamente moçambicano. Isto muda a ordem das tarefas: antes de encomendar qualquer estudo, é preciso saber que entidade vai assinar o pedido.
O que o pedido de licença exige, e quanto tempo demora
O artigo 30 do Regulamento lista o que acompanha o pedido de Licença de Prospecção e Pesquisa. Há a ficha de licenciamento, a prova de capacidade técnica e financeira, os estatutos, o NUIT e a certidão de quitação fiscal. E há o programa de trabalhos, que tem de incluir um programa de gestão ambiental e o respectivo orçamento. A área é pedida em unidades cadastrais. O Ministro decide no prazo de 90 dias a contar da submissão, e a decisão é notificada em 10 dias. Se o INAMI pedir correcções e o requerente não responder em 15 dias, o pedido é considerado nulo e a área fica livre outra vez.
É no programa de trabalhos que o pedido ganha ou perde credibilidade junto do regulador. Um programa que se limita a dizer “geoquímica e sondagens” sem apontar onde fica fraco. Um programa que parte de alvos delimitados em imagem de satélite, com prioridades e orçamento por fase, responde melhor ao que o artigo 30 pede.
Exploração de ouro em Moçambique: como confirmar que a área está livre no Cadastro Mineiro
O Regulamento define o Cadastro Mineiro como o sistema de registo e administração do licenciamento a nível nacional, com informação textual e gráfica, e prevê um atlas cadastral que mostra os títulos em vigor, as áreas designadas de senha mineira, as reservas e as áreas vedadas. Para quem prepara exploração de ouro em Moçambique, o mapa público existe no portal de mapas do Cadastro Mineiro de Moçambique, de acesso aberto. O portal traz a marca Landfolio (Spatial Dimension). Como a prioridade se conta pela data de submissão, o mapa serve para triagem, mas a confirmação de que um bloco está livre faz-se no INAMI.
A unidade de medida é a unidade cadastral. No regulamento de 2015 é um quadrilátero de 10 segundos sexagesimais, com cerca de 9 hectares e vértices em múltiplos de 10. No regulamento de 2006, já revogado, eram 15 segundos e cerca de 20 hectares. Convém não misturar as duas definições quando se lêem relatórios antigos. Uma licença de pesquisa de 19 998 hectares corresponde a pouco mais de 2 200 unidades cadastrais.
O INAMI fechou o Cadastro ao público em 16 de Dezembro de 2024 para actualizar o sistema informático, e a reabertura do balcão foi adiada para 30 de Abril de 2025, segundo uma nota da DLA Piper Africa de Março desse ano. Durante o encerramento continuaram a ser aceites prorrogações, relatórios e comprovativos de pagamento. Não consigo dizer qual é o estado hoje: telefone ou escreva ao INAMI, ou à Direcção Provincial dos Recursos Minerais e Energia, antes de planear prazos em torno de uma submissão.
O custo de segurar a área: imposto sobre a superfície por hectare
Antes de gastar em campo, convém saber quanto custa só ter a área parada. Qualquer orçamento de exploração de ouro em Moçambique deve começar por esta linha. O Imposto sobre a Superfície (ISS) é devido todos os anos e incide sobre os hectares do título. A Lei n.º 15/2017, que alterou o regime específico de tributação da actividade mineira, fixa 30 MT por hectare para o Certificado Mineiro nos primeiros cinco anos e 50 MT a partir do sexto. As linhas da licença de pesquisa e da concessão aparecem em branco no texto publicado que consultei. Para elas usei o capítulo de Moçambique do Chambers Mining 2025: a licença de pesquisa paga 17,50 MT/ha nos anos 1 e 2, 43,75 no ano 3, 91 nos anos 4 e 5, 105 no ano 6 e 210 nos anos 7 e 8. A concessão paga 30 MT/ha até ao quinto ano e 60 depois.
Somadas, as oito taxas anuais da licença de pesquisa dão 785,75 MT por hectare. Numa licença de 100 hectares são quase 78 600 MT ao longo de oito anos, sem contar o trabalho de campo. O efeito é o do artigo 42 do Regulamento: a libertação progressiva de área começa no fim do segundo ano, e o imposto crescente empurra no mesmo sentido. Em exploração de ouro em Moçambique, a decisão racional é pedir o bloco que o estudo prévio aponta como mais promissor e libertar cedo o resto.
Imposto sobre a superfície de um título mineiro em Moçambique
Pressupostos: taxas anuais em MT por hectare do Chambers Mining 2025 (licença de pesquisa e concessão) e da Lei n.º 15/2017 (certificado), vigentes no regime anterior à lei de 2026. Não inclui taxas de tramitação (Anexo 9 do Regulamento), nem o imposto sobre a produção, nem custos de trabalho. Confirme os valores no INAMI e na Autoridade Tributária.
O Imposto sobre a Produção Mineira (IPM) é de 6% para metais preciosos, pedras preciosas e semipreciosas e areias pesadas, segundo o artigo 12 da Lei n.º 15/2017. É um imposto sobre o valor do produto mineiro extraído, não sobre o lucro. Para um projecto de pequena dimensão pesa mais na viabilidade do que o ISS. Informação geral, não é aconselhamento de investimento nem fiscal.
Onde está o ouro: Manica, Niassa, Zambézia e o resto do mapa
Na exploração de ouro em Moçambique nem todo o ouro é igual, e isso decide que técnica de satélite faz sentido. Há três situações que convém separar: o cinturão arqueano de Manica, o ouro dos terrenos metamórficos do norte, e o ouro aluvionar espalhado por rios de várias províncias.
Manica, o cinturão de rochas verdes da exploração de ouro em Moçambique
O cinturão de rochas verdes de Manica é arqueano e faz parte do Cráton do Zimbabwe. A dissertação de Manhiça, da Universidade de Pretória, descreve xistos máficos a ultramáficos e serpentinitos da Formação Macequece, com assinatura química semelhante à dos komatiitos, e metassedimentos da Formação M’Beza Nengo. As estruturas arqueanas correm de E-W a SW-NE, as da Faixa Móvel de Moçambique de N-S, e a área divide-se em blocos de grau metamórfico baixo, médio e alto. O trabalho clássico sobre o ouro da região, de d’Orey (1992), conclui que a génese do ouro foi controlada pela estratigrafia e que eventos estruturais e metamórficos ligados a granitos tardios o concentraram e redistribuíram em ambientes geológicos diferentes.
Para a exploração de ouro em Moçambique, esta conclusão quer dizer duas coisas. Primeiro, as rochas verdes e os contactos com os granitos são o que se cartografa. Segundo, a geometria complicada (dobras, falhas, contactos) é o tipo de informação que a imagem de satélite e os modelos de elevação ajudam a ler, enquanto o ouro em si, por ser raro e fino, não aparece em nenhuma banda.
A pressão humana é grande. Numa reunião do Conselho Executivo Provincial em Julho de 2024, segundo a agência AIM, falou-se de mais de 10 000 garimpeiros em Manica e de uma meta de mais 800 quilos de ouro nesse ano nos distritos de Manica, Sussundenga, Macossa e Báruè. Os rios Révuè, Púnguè, Mussapa e Nhancuarara foram apontados como os mais poluídos.
O Conselho de Ministros decidiu, no fim de Setembro de 2025, suspender a extracção de ouro em toda a província. Segundo a AIM, foram notificadas 37 empresas e duas cooperativas, e só eram permitidas manutenção e protecção do local. A RTP acrescenta que foi criada uma comissão interministerial para rever o licenciamento e definir zonas autorizadas. Não encontrei fonte sobre o levantamento da suspensão. Quem compra ou financia um projecto em Manica deve perguntar por escrito qual é a situação actual.
Niassa, Zambézia e Nampula: terrenos metamórficos e ouro aluvionar
O norte de Moçambique pertence à Faixa Móvel de Moçambique. Os mapas geológicos da região, publicados no âmbito de um programa financiado por doadores, cobrem Niassa e Cabo Delgado e partes da Zambézia e de Nampula, como mostra a ficha do mapa no arquivo NERC. Em Niassa, um artigo de imprensa arquivado pela WLSA descreve a zona de Lupilichi, no distrito de Sanga, junto ao rio Rovuma, onde operam garimpeiros individuais e associados e uma empresa de pesquisa cuja licença o Governo queria cancelar por ter passado mais de 12 anos em prospecção. O recorte não tem data legível, por isso serve de contexto e não de situação actual.
Na Zambézia e em Nampula o rasto documental é outro. O Diploma Ministerial n.º 116/2006, de 7 de Junho declarou 48 áreas designadas de Senha Mineira em várias províncias, e muitas das entradas indicam ouro aluvionar, em distritos como Gilé e Alto Molócuè (Zambézia) e Mogovolas (Nampula). Uma notícia de Novembro de 2025 da AIM diz que o Estado perdeu mais de 200 milhões de meticais com a mineração ilegal na Zambézia nesse ano e que 16 empresas operam legalmente na província, sem nomear o mineral. É um diploma de 2006: serve para saber onde o Estado reconheceu ouro artesanal, não para saber quem tem direitos hoje.
A AIM refere que a água de rios de Manica tem “alto teor de mercúrio” e deixou de servir para regar. Um projecto de exploração de ouro em Moçambique que se sobreponha a bacias já afectadas herda a pergunta das comunidades a jusante. A triagem por satélite pode mostrar logo no início a distância dos alvos aos rios, às machambas e às zonas de garimpo, e poupar um conflito que um programa de gestão ambiental teria de resolver mais tarde.
O que um satélite vê e não vê na exploração de ouro em Moçambique
Os satélites não vêem ouro, nem em Moçambique nem noutro sítio. Vêem a luz reflectida pela superfície, e certas alterações hidrotermais (argilas, sericite, óxidos de ferro) deixam marcas espectrais que podem apontar para terreno com mais potencial. Numa região de mata densa e com meia dúzia de meses de chuva, essa afirmação precisa de contrapesos.
Mata, estação das chuvas e solos
Segundo dados da FAO compilados no IndexMundi, a floresta cobria cerca de 46,7% do território moçambicano em 2020. Onde a copa fecha, o sensor óptico lê folhas e não rocha, e as bandas de infravermelho de ondas curtas, que é onde as argilas deixam sinal, chegam sujas pela vegetação. Os melhores alvos de satélite estão, por isso, em afloramentos, clareiras, cortes de estrada, margens erodidas e áreas de garimpo recentes. Parte disto são exactamente os sítios que a mineração artesanal já abriu.
A estação das chuvas também conta. O INAMI diz que ela vai de Outubro a Abril, segundo a AIM, e na época de 2025/26 as chuvas começaram mais de 20 dias mais cedo em grande parte do norte. A nossa regra prática é concentrar a escolha de cenas ópticas entre Maio e Setembro, quando há menos nuvem, e usar radar para o resto do ano.
Sensores: o que cada um dá
O Sentinel-2, segundo a documentação da Agência Espacial Europeia, tem 13 bandas, resolução de 10 m nas bandas visíveis e do infravermelho próximo, e duas bandas de infravermelho de ondas curtas (1 612 e 2 191 nm) a 20 m, com revisita nominal de 5 dias. A banda de 2 191 nm cai na região onde, segundo a biblioteca espectral do USGS, minerais como a moscovite e a caulinite têm uma característica de absorção a cerca de 2,2 µm. O ASTER tem seis bandas SWIR a 30 m, mas segundo o aviso da NASA os detectores SWIR deixaram de funcionar em 2008-2009, por isso só serve o arquivo anterior a Abril de 2008.
| O que se procura em Moçambique | Sinal de satélite | Limite honesto |
|---|---|---|
| Alteração argilosa e sericítica em xistos verdes (Manica) | Bandas SWIR (Sentinel-2 B11/B12; ASTER antigo) | Só onde a rocha ou o solo estão expostos; miombo e sombras apagam o sinal |
| Contactos entre rochas verdes e granitos, falhas e dobras | Modelo digital de elevação, hidrografia, lineamentos, radar | Mostra a estrutura, não diz se tem ouro |
| Ouro aluvionar (Zambézia, Nampula) | Geomorfologia de rios, terraços, cicatrizes de garimpo | Não há assinatura espectral directa; o satélite só ajuda a priorizar o terreno |
| Veios de quartzo estreitos | Poucas vezes resolvidos | Veios de poucos metros ficam abaixo da resolução de 10 a 30 m |
| Ouro sob cobertura espessa (solo, regolito) | Praticamente nenhum | Pede geofísica e geoquímica no terreno |
O resultado de uma análise por satélite é uma lista ordenada de zonas para visitar, não uma estimativa de reservas. Qualquer relatório, nosso ou de outro prestador, que fale de toneladas de ouro a partir de imagem de satélite sem trabalho de campo está a exagerar o que o método dá.
Dados locais para a exploração de ouro em Moçambique
Antes de contratar uma análise de exploração de ouro em Moçambique, há material público ou obrigatório que reduz o custo de qualquer estudo. A lista é curta, mas cada item resolve uma dúvida concreta.
- 📊 Boletim da República: é onde sai o texto oficial da lei nova e da sua regulamentação. O Regulamento de 2015 só aparece em versão consolidada fora dele.
- ✔ Cadastro Mineiro (INAMI) e o portal de mapas: títulos em vigor, áreas designadas e áreas vedadas.
- Direcção Nacional de Geologia e Minas: segundo o artigo 15 do Regulamento, guarda os relatórios e os dados em bruto de geoquímica, geofísica, fotografia aérea e modelos de elevação produzidos ao abrigo dos títulos, e esses dados são propriedade do Estado. Perguntar o que já existe sobre o seu bloco é a primeira diligência de qualquer projecto de exploração de ouro em Moçambique.
- ✔ Ministério dos Recursos Minerais e Energia: mireme.gov.mz, com a documentação da revisão da lei e as comunicações do cadastro.
- Mapas geológicos 1:250 000 do norte: disponíveis através do arquivo geológico britânico, como a ficha NERC acima.
Quem quiser comparar com outros países, tem o nosso guia sobre portais de cadastro mineiro por país.
Como trabalhamos: do polígono ao relatório
A Farmonaut é uma empresa de análise de dados de satélite que aplica observação da Terra e inteligência artificial à exploração mineral. Não somos agente de licenciamento, advogados, corretores nem consultores de investimento, e não pedimos títulos mineiros em nome de ninguém. Na exploração de ouro em Moçambique, como noutros países, fazemos a parte geológica: recebemos o polígono da área (KML, KMZ ou coordenadas), o país e o mineral, e entregamos a análise em 5 a 20 dias úteis, conforme o tamanho e a complexidade. O relatório de detecção mineral por satélite traz zonas de alto potencial, mapas de prospectividade, interpretação geológica (falhas, alteração, rocha hospedeira) e ficheiros SIG georreferenciados. O Premium+ acrescenta o TargetMax™, com orientação de sondagem e modelos 3D do subsolo.
Para a exploração de ouro em Moçambique, segundo as nossas informações, a abordagem reduz o tempo de exploração inicial de meses para dias e pode baixar o custo desta fase em até 80 a 85%, sem perturbar o terreno. Já analisámos mais de 100 000 hectares, mais de 20 tipos de minerais, em mais de 25 países. O exemplo de mapeamento 3D de prospectividade mostra o aspecto de uma entrega típica.
Tem um bloco em vista para exploração de ouro em Moçambique? Veja primeiro o que há debaixo dele.
Envie-nos o mesmo polígono que irá no pedido ao INAMI. Devolvemos uma leitura de prospectividade por satélite, com zonas ordenadas, geologia e próximos passos, antes de assumir taxas e programa de trabalhos. O orçamento é gratuito; a análise é paga.
1) Confirme a lei em vigor e o regulador (INAMI ou o seu sucessor). 2) Verifique no Cadastro que o bloco está livre e que ninguém submeteu antes. 3) Decida que sociedade moçambicana assina o pedido. 4) Faça a triagem por satélite do mesmo polígono. 5) Só depois, orce o programa de trabalhos com o programa de gestão ambiental. Informação geral, não é aconselhamento jurídico nem de investimento.
Perguntas frequentes
Que licença preciso para a exploração de ouro em Moçambique?
Para a fase de pesquisa, a Licença de Prospecção e Pesquisa, que no regime da Lei n.º 20/2014 vale 5 anos (mais até 3) e cobre no máximo 19 998 hectares. Para lavra, a Concessão Mineira. Para pequena escala, o Certificado Mineiro (só pessoas nacionais) ou a Senha Mineira em áreas designadas. Com a lei nova de 2026, confirme os títulos no regulador.
Um estrangeiro pode pedir uma licença de pesquisa?
O Regulamento diz que a licença é atribuída a uma pessoa colectiva constituída e registada em Moçambique. Na prática, o investidor estrangeiro actua através de uma sociedade moçambicana. Peça aconselhamento jurídico local; não damos aconselhamento jurídico.
Como sei se a área já tem dono?
Consulte o portal de mapas do Cadastro Mineiro para triagem e confirme no INAMI, porque o direito de preferência se decide pela data de submissão e o mapa pode estar desactualizado. Verifique também se o bloco coincide com uma área designada de Senha Mineira ou uma reserva.
O satélite consegue detectar ouro aluvionar na exploração de ouro em Moçambique?
Não directamente. O ouro aluvionar não tem assinatura espectral que um satélite meça. O que ajuda é a geomorfologia: leitos antigos, terraços, a geologia de montante e as cicatrizes de garimpo. Serve para priorizar onde amostrar, e é o campo que confirma.
Quanto custa, só em imposto, a exploração de ouro em Moçambique?
No regime anterior, o imposto sobre a superfície da licença de pesquisa soma 785,75 MT por hectare em oito anos, segundo o Chambers Mining 2025. Use a calculadora acima e confirme no INAMI, porque a lei de 2026 pode ter mudado os valores.
A suspensão em Manica ainda vigora para a exploração de ouro?
Não encontrei fonte que a dê como levantada. Em Outubro de 2025 a AIM noticiou a suspensão da extracção de ouro em toda a província. Quem trabalha ou investe em Manica deve obter confirmação escrita do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.
A Farmonaut pede a licença por mim?
Não. Não somos autoridade de licenciamento nem agente de pedidos, e os pedidos fazem-se no INAMI ou no seu sucessor. Fazemos a análise geológica por satélite da área que pretende pedir ou já detém, para decidir onde pedir e onde explorar primeiro.
Revisado em outubro de 2026 com base em Decreto n.º 31/2015 (versão consolidada), Lei n.º 15/2017, Chambers Mining 2025, Diploma Ministerial n.º 116/2006, AIM (Maio de 2026, Outubro de 2025, Julho de 2024), Hogan Lovells, DLA Piper (Março de 2025), NASA/JPL e Agência Espacial Europeia. As leis, taxas e a situação em Manica mudam: confirme sempre com a autoridade competente antes de pedir ou pagar o que quer que seja. Nada aqui é aconselhamento jurídico, fiscal ou de investimento. As áreas e prazos são os da Lei n.º 20/2014, substituída em 2026. A Farmonaut não é agente de licenciamento, corretor nem mercado.

